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OSTEOSSARCOMA
por Policlínica Veterinária de Cotia

foto: José Ruy B. Pereira |
Osteossarcoma é uma importante moléstia óssea neoplásica, considerada um tumor primário maligno, o qual consiste na formação de osteóide, osso e cartilagem maligna.
Chama-se tumor primário aquele local onde ele se inicia. E o termo maligno refere-se à tendência dos tumores em formar metástases, isto é, a transferência do tumor primário a outros focos distantes pelos vasos sanguíneos ou pelos canais linfáticos.
O osteossarcoma é o tumor maligno mais comum que aparece no esqueleto apendicular dos cães de raças grandes e gigantes. Em gatos é menos comum e aparentemente também menos maligno do que nos cães.
Suspeita-se que nas raças grandes de cães os traumas discretos, porém constantes e crônicos, possam propiciar o aparecimento deste tumor.
O osteossarcoma não parece ser um tumor hereditário, mas mostra haver predisposição racial, sexual, e de também estar relacionado com o grau de maturidade do cão.
Cães de porte grande tais como: Pastor Alemão, Dog Alemão, São Bernardo, Boxer, Labrador Retriever, Rottweiller, Doberman, Collie etc., são raças em que a incidência do osteossarcoma é maior. Portanto, a raça do cão é importante fator no diagnóstico do osteossarcoma.
Com relação aos gatos, as raças domésticas de pelo curto são as descritas com maior incidência.
Sabe-se também que estatisticamente, os cães machos são mais predisponentes, na maior parte dos relatos, ao redor de 1,2: 1. Os sintomas clínicos do osteossarcoma são variados, mas dentre os achados anamnésicos mais comuns, podemos mencionar:
- Rápido surgimento da claudicação (mancando com o membro afetado), em torno de alguns dias;
- Tumefação intensa em torno da lesão, a qual apresenta-se dura e dolorida à palpação;
- As vezes o cão pode também apresentar febre e falta de apetite.
- Ocasionalmente, em casos mais avançados da doença poderemos ter fraturas patológicas.
Ao redor de 90% dos casos de osteossarcoma é freqüente a formação metástases pulmonares microscópicas, já quando o diagnóstico é feito.
A maioria dos osteossarcomas, cerca de 75%, originam-se nos ossos longos e 23% nos ossos planos. Portanto, a relação entre ossos longos ou apendiculares (isto é, membros) e ossos planos ou axiais (caixa craniana, caixa toráxica e coluna vertebral) é de 4:1.
Observa-se também que a maior parte destes tumores, aproximadamente 75%, surgirão na metáfise do osso afetado (metáfise é a região entre a epífise e a diáfise de um osso longo).
Para facilitar, veja abaixo a ilustração de um osso longo:

foto: Policlínica Veterinária de Cotia |
A proporção entre os membros torácicos e pélvicos acometidos pelo osteossarcoma é de 1,7: 1. Ou seja, o osteossarcoma é mais comum de aparecer, primeiramente no membro torácico, mais na região abaixo cotovelo (rádio distal e úmero proximal) e, depois no membro posterior, mais em torno do joelho (fêmur distal e tíbia proximal).
As radiografias feitas no mínimo em duas posições revelam a presença de áreas líticas e proliferação óssea na região metafisária, reação periostal na maior parte dos casos e aumento acentuado de tecidos moles.
A velocidade de crescimento do tumor costuma ser rápida, muitas vezes não sendo reconhecido facilmente em seus estágios iniciais.
Como exemplo abaixo, temos duas chapas radiográficas de um cão macho, da raça Doberman com 11 anos de idade, tiradas na Policlínica Veterinária de Cotia, com apenas 6 meses de intervalo entre as chapas, observe o crescimento do tumor:
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| fotos: Policlínica Veterinária de Cotia |
O diagnóstico do osteossarcoma é confirmado pela biópsia da lesão, pelos dados importantes colhidos na anamnese e exame clínico, tais como: raça do cão, idade, sintomas clínicos, radiografias, etc.
O tratamento do osteossarcoma ainda continua sendo um desafio para a pesquisa. Existe uma estatística de que cerca de 10 a 15% dos cães sobrevivem mais de nove meses após o diagnóstico e em seguida feita a amputação do membro afetado. Atualmente, tratamentos quimioterápicos, imunoterápicos e radioterápicos associados com a amputação podem ser utilizados com dados mostrando aumento de apenas algumas semanas a mais de sobrevida para o cão acometido.
O prognóstico para a sobrevivência de um cão com osteossarcoma a longo prazo é extremamente desfavorável. Na verdade, os objetivos básicos de um tratamento deveriam visar o alívio da dor e do desconforto como tentativa de melhora na qualidade de vida.
Entretanto, têm-se excepcionalmente alguns relatos de cães que viveram alguns anos após o diagnóstico. O que se vê na prática, a despeito da modalidade terapêutica utilizada, é que os cães tendem a viver ao redor de uns 9 meses após o diagnóstico de osteossarcoma.
Policlínica Veterinária de Cotia
http://www.policlinicaveterinaria.com.br/
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Fonte do Artigo: www.greepet.vet.br
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