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O Mito de que Hitler era Vegetariano Imprimir E-mail
11 de October de 2007

Alguns escritores mencionam que Hitler foi vegetariano no decorrer de sua vida. Entretanto, tal fato não é sustentado por todos seus biógrafos.

Em um determinado período de sua existência, os médicos de Hitler prescreveram-lhe uma dieta vegetariana para curá-lo de flatulência e problemas estomacais crônicos. Embora ele tenha seguido as ordens médicas, continuou preferindo as salsichas de presunto e outras carnes defumadas.

Tendo suicidado no seu bunker aos com 56 anos de idade, em 1945, praticou uma dieta vegetariana durante 14 anos.

Entretanto, sua fiel cozinheira Dione Lucas, responsável pela cozinha de Hitler em Hamburgo durante o final da década de 1930, faz um testemunho contrário.

Em seu livro “Gourmet Cooking School Cookbook” (Livro de Receitas da Escola de Culinária Fina), ela descreve que o prato predileto de Hitler era o Squab recheado, um filhote de pombo domesticado e de carne escura e macia.

Adolf Hitler não foi vegetariano.

Foi uma mente doentia cuja paranóia levou o mundo a uma guerra que custou o sofrimento e a morte a 50 milhões de pessoas, incluindo 6 milhões de judeus e ciganos nos campos de concentração.

Na Alemanha Nazista a idéia de uma raça superior aliada a uma medicina higienista, abolindo inclusive o cigarro, fez com que muitos buscassem no vegetarianismo, uma forma superior de existência, beleza e saúde.

O Ministro da Propaganda Goebbles, difundindo a magnitude do Führer, aproveitou-se desse fato, distorcendo-o para provocar no povo alemão a idéia de que o seu grande líder era um homem puro, grandioso, vigoroso, com um “corpo limpo”, tal como seu contemporâneo Gandhi.

O Mahatma Gandhi, cujo título significa “Grande Alma”, foi o grande Pai e líder espiritual da Índia e o apóstolo da não-violência, ao passo que Hitler foi o senhor supremo da guerra.

Mas em relação ao Hitler, Gandhi foi exatamente o oposto. Se por um lado ele abominava ingerir bebidas à base de suco de carne, contrariando ordens médicas para garantir a sua saúde, por outro, Hitler trapaceava as ordens de seus médicos se portando como um vegetariano. Às escondidas, saboreava ravióli recheado com carne picante e temperada.

Goebbels jamais defendeu os animais, embora Hitler tivesse apreço por eles, nutrindo grande amizade e adoração por Blond, sua cachorra pastor alemã, inclusive fazendo-a partilhar de seu suicídio.

Podemos até dizer que Hitler “esteve” vegetariano, o que é muito diferente de “ser” vegetariano.

Para aquele que adota o vegetarianismo como prática de vida, ele evita ferir tudo o que vive, defendendo o direito de viver de humanos e não-humanos. Para os vegetarianos verdadeiros não existem fronteiras, discriminação de raças, espécies, credos e etnias, demonstrando-o de forma prática, sem esconder em discursos e aparências.

Hitler foi a ovelha negra da guerra.

Gandhi foi a ovelha verde do pacifismo.


Rildo Silveira    Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo  
 
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