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Zoológicos fazem adaptações para aquecer animais no inverno Imprimir E-mail
06 de August de 2007
Recintos ganham forro de palha, aquecedores, chapas quentes e lâmpadas. Alimentação também é reforçada para manter a temperatura do corpo.

Não são só os homens e as mulheres que têm de mudar a rotina por causa da queda da temperatura nesta época do ano. Os animais também sentem as mudanças climáticas e os zoológicos costumam adaptar as instalações para garantir o conforto dos seus moradores.

 

 Na Região Sul - onde são registradas as temperaturas mais baixas do país - os zoológicos ganham chapas quentes, aquecedores, lâmpadas e cortinas. "A primeira medida que costumamos tomar é proteger os animais dos ventos e das chuvas, em qualquer época do ano. Nós construimos o recinto de cada espécie de acordo com a sua necessidade de proteção", diz o biólogo Renato Petry Leal, do zoológico de Sapucaia do Sul (RS). "Nos meses mais frios, adaptamos esse espaço."

 

Segundo Leal, os espaços usados para repouso de mamíferos, como onça e leão, são forrados com palha. Assim, a "cama" fica mais quente.

 

Piso e lâmpada para aquecer  

Os primatas, como os sagüis, chimpanzés e o mandril, ganham aquecedores elétricos e lâmpadas, além da palha. "Um sagüi, sozinho, dificilmente resiste ao frio. Quando a temperatura cai, se há mais de um sagüi no mesmo local, eles  se abraçam, para aquecer", conta o biólogo.

Os recintos dos répteis, como as serpentes, jibóias e jabutis, recebem lâmpadas e piso aquecido. "Temos um equipamento elétrico (uma espécie de chapa), que fica ligado dia e noite, para manter a temperatura por volta dos 30ºC", explica Leal.

 

No Zoológico Municipal de Curitiba (PR), são instaladas cortinas de plástico nos locais onde ficam as aves. "Isso ajuda a interromper os ventos e a proteger os animais", diz a bióloga Maria Lúcia Faria Gomes.

Já os abrigos dos sagüis pequenos e dos répteis recebem lâmpadas que ajudam a aquecer o ambiente. 

 

 Alimentação reforçada

Outro item importante na "adaptação" dos zoológicos é a alimentação. Em Curitiba, as aves passam a ingerir produtos mais calóricos, como coco e castanha-do-pará. Os pequenos macacos são alimentados com larvas de besouro. "Produtos mais calóricos ajudam a manter a temperatura do corpo dos bichos, como acontece com os homens", comenta Maria Lúcia.

 

O nosso objetivo é preservar a saúde do animal Se ele estiver bem alimentado, vai ficar mais resistente a doenças",      afirma Leal.

 Preparativos para o frio

A preocupação com as temperaturas baixas movimenta os zoológicos desde o outono. Todos os equipamentos usados começam a ser checados entre os meses de abril e maio. A idéia é que tudo esteja pronto entre maio e junho, quando o frio se aproxima.

 

"Faz tempo que os zoológicos se adaptam nessa época do ano e estamos sempre procurando novas técnicas para dar conforto aos animais", diz Leal. "Acompanhamos também o cotidiano das espécies. Algumas acabam se acostumando com a queda da temperatura." Ele cita como exemplo as girafas que, antes, tinham adaptações, mas não precisam mais disso.

 

Fonte: Luciane Scarazzati  Do G1, em São Paulo

 
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